Eni e PTTEP agrupam participações em Ghasha na nova Seela Energies
A Eni Abu Dhabi e a PTTEP MENA reuniram suas participações existentes na concessão Ghasha, operada pela ADNOC, na Seela Energies. Cada parceira possui metade da empresa; as participações na concessão seguem em 10% cada.
- Data de publicação: 2026-10-23
- Categoria: Petróleo e gás
- Fonte original: Offshore Energy
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Nova empresa para as participações em Ghasha
A Offshore Energy informou em 23 de outubro que a italiana Eni e a tailandesa PTT Exploration and Production (PTTEP) criaram a Seela Energies para agrupar suas participações na concessão Ghasha, ao largo de Abu Dhabi. A Eni Abu Dhabi e a PTTEP MENA possuem metade cada da nova empresa. Cada controladora detém 10% da concessão operada pela ADNOC, participações que serão transferidas para a joint venture.
A reportagem diz que as aprovações regulatórias, governamentais e dos parceiros foram obtidas e as condições precedentes cumpridas. É uma reorganização societária de participações existentes, não uma nova descoberta nem mudança do papel da ADNOC como operadora.
Contexto do desenvolvimento e previsão produtiva
Ghasha é um grande desenvolvimento offshore de gás ácido em Abu Dhabi. A Offshore Energy informa que o desenvolvimento mais amplo deverá produzir no longo prazo mais de 1,8 bilhão de pés cúbicos padrão de gás por dia e 150 mil barris diários de petróleo e condensado. São expectativas para o projeto como um todo, não produção atual da Seela nem previsão atribuída somente à nova empresa.
A concessão integra o desenvolvimento mais amplo de Hail e Ghasha da ADNOC. Eni e PTTEP são participantes minoritárias. A notícia não anuncia mudança de operadora nem alteração da propriedade total além do agrupamento das participações existentes de 10%.
Por que as parceiras agrupam as participações
A PTTEP disse que a joint venture pretende simplificar operações e reunir os interesses das parceiras. A Offshore Energy também relata que as empresas citaram acesso a financiamento, compartilhamento de conhecimento técnico e desenvolvimento de capacidade. Uma empresa conjunta pode facilitar governança e financiamento, mas a notícia não quantifica recursos obtidos pela Seela, não divulga novo orçamento nem anuncia contrato de construção.
Ghasha já havia sido associado a grandes financiamentos e acordos de infraestrutura. Esses valores mais amplos não devem ser atribuídos à nova empresa sem uma ligação explícita das partes. A notícia descreve o objetivo corporativo da Seela, não condições de novo financiamento do projeto.
O que ainda falta conhecer
A criação da Seela esclarece como Eni e PTTEP manterão as participações existentes em Ghasha, mas deixa questões do projeto em aberto. Faltam a data efetiva da transferência, governança e financiamento da joint venture, seu programa de trabalho e a coordenação com a ADNOC como operadora e os demais parceiros da concessão.
Para fornecedores, o anúncio sinaliza alinhamento das parceiras, não um novo pacote de compras. São necessárias decisões sobre cronograma de desenvolvimento, engenharia e construção, instalações de processamento de gás e comissionamento antes que a mudança societária possa ser ligada a atividade mensurável.